9.2.18

Talvez um dia eu morra de amor.
Talvez um dia eu ligue pra não morrer de saudades.
Talvez eu pegue o próximo avião 
e gaste todas as horas na porta da sua casa pra te ver chegar.
E sair.
E voltar.
Talvez eu me esconda pra ficar te (re)admirando.
Talvez você não goste de saber que, talvez, eu esteja por perto.
Não sei. Talvez.

Talvez um dia eu termine aquela canção sobre você.
Talvez um dia eu pare de sonhar sobre a sua voz.
Talvez um dia eu pare.
E deixo você ir.

Talvez.

11.9.17

Escolher ser sozinho é descobrir o quão adaptável somos,
emocional e climaticamente.
É provar sabores na sua própria cozinha;
se aventurar em algo que nunca fez.

É buscar o silêncio em meio a incansáveis pensamentos.
É ter certeza da falta que faz a casa cheia aos domingos e aqueles amigos 
que insistem em mais uma pra curar a ressaca.
É ter hora marcada pra colo de mãe.
E que dá até pra pensar em esquecer aquele velho amor, 
afinal, tantos outros já chegaram.

É ter certeza que a vida é boa, que o mundo é lindo 
e que saudade tem cheiro de churrasco.
É enxergar que o que precisamos mesmo é da coragem que Deus dá
e o Seu amor que transborda.

Escolher ser sozinho é saber que tudo só depende de você pra construir o novo
e continuar sorrindo pro velho.

17.5.17

A minha lembrança insiste em revisar você. 
Passear pelos seus gostos. 
Fazer rir da sua risada. 

O café é amargo porque o doce da sua voz virou açúcar e eu não uso mais. 

6.12.16

Sabe o que eu queria?

Eu corro pra fugir dos clichês. 
Não te alcanço, mas esbarro num olhar aqui e outro, quem sabe, lá. 
Entre um pódio e outro, talvez. 
Talvez se você chegasse em outra hora. 
Ou eu que estou, de novo, atrasada?
Fiquei pra trás, mas me sinto como quem corre e não se cansa. Por isso insisto e gosto do jogo. 
Talvez tenha te inventado. 
Talvez um pouco mais no plural. 
Talvez um pouco mais de coragem. 
Talvez na hora H.
Quem sabe?

Esse lance da verdade me encanta. 
São poucos assim, tome nota e não mude. 
Ainda existem loucos espalhados querendo sim um sabor de sinceridade numa aventura que eu chamo de "e se". 

Eu e essa minha mania de traduzir entre vírgulas e suposições o que me faz querer ficar. Ou voar. Quem sabe um dia, pela contramão eu te alcance e a medalha seja minha e a comemoração nossa. 

Mas na verdade, sabe o que eu queria?
Te deixar sem palavras e calar toda essa vontade de uma vez por todas. 

25.5.16

Sobre o Nada - Parte 2

Do íntimo ao escuro.
Do proibido ao acontecer.
Cartão vermelho.

As pessoas não se revelam,
nós é que decidimos por enxergar pelo
outro lado do muro.
E isso é bom!
Aprendi.
Tempo de respostas.
(In)felizmente algumas tantas são você.

Assunto pra uma outra hora.

Eu optei por te levar para casa.
Você não quis.
Eu optei por ainda assim te levar para o altar.
Você negou.
Queimou a última opção;
eu desisti.

Não sei lidar.

Eu sei, preguiça outra vez.
Vou lembrar!
Anotado na alma.

Sentirei saudades.