27.12.15

Não sei o que te prende até aqui.
Nítido o fim. Tão surreal um breve começo.
Espero.
Assisto.
E me faço de inexistente. Ainda que exista.
O jogo é de xadrez e eu já dei o cheque mate.
Você ri. Enquanto eu me desespero.
Sabe que quero.
Sei que quer.
Jogo do proibido. Gostoso e perigoso de se jogar.
Enquanto você dança, eu assisto parado, te admirando a cada diferente passo.
Não conto as horas, só vivo de sonhos.
Quem sabe um dia, a girar.

19.12.15

E eu poderia te beijar e agradecer por cada pedacinho meu.
E descer no seu corpo e te fazer ver de olhos fechados, que a gratidão é infinita.
Por cada eu do meu corpo. E não é ego.
Calma.
Um dia seremos nós.
Ainda que por um dia. Ou noite. Nós.
A sós, afinal, como lidar "se você quer e eu também to querendo você?"
Quando você achar que é o bastante pra você, eu chego e surpreendo.
Você sabe.
Confia. E vem.
Coisa nossa.
Te gosto.

Bom dia!

16.12.15

A todo momento parece que você vai chegar.
Estranho.
Meu pensamento só fica em você;
No teu cheiro, no teu corpo, na sua postura.
Faltou falar do sorriso, não é?
O jeito de segurar o cigarro,
o alívio da fumaça.
Tão você.
Tão eu te lendo.

Por favor, amigo, mais uma cerveja.

10.12.15

Conselhos de um Velho Diário

Eu confesso, eu sinto falta de alguém.
Pode não ser específico.
Mas alguém que ocupe um lugar dentro de mim.
No coração, na mente, nos momentos mais divertidos que essa "vida louca, vida", essa vida breve que nós levamos. Ê Cazuza!

Sei lá. Alguém.
Mais que amigo, ok? Ok!
Alguém um pouco mais perto. Talvez.
Não tão falho, porque isso eu já sou demais.
Mas aprendo todos os dias, aliás, não tem idade pra se aprender alguma coisa, mas o resto é super fácil! E não dói.
Gosto mais!

Existe dor ao acordar pela manhã e encontrar café na cama?
Só se for dor de cansaço com cheiro de sexo exalando no quarto.
Cansaço aceito.
Café da manhã também.

Tem coisa mais legal que não fazer nada naquele sábado frio e chuvoso com colchão, coberta e Netflix? Não há inverno que doa. A gente ri até na disputa de "quem vai levantar e pegar a pipoca que eu esqueci?". Deve ser amor. Deixa a gente meio besta.

Sinto falta de um amor, eu confesso.
Alguém pra cuidar. Pro coração bater mais forte.
Pra todos os dias serem o primeiro.
Paixão.
Cuidado.
Sorriso besta na cara. A todo instante.
Admiração.
Não querer mais ninguém. Pro resto da vida.
Caso for. E é! Ainda que passe.
Amor é isso.
Amor é verdade!

Eu já amei.
E, dentre todas as coisas que eu posso falar, uma te digo: amor é todo dia!

Apaixone-se.
E depois ame.
Ou ame desesperadamente.
E se acabar?
Continue amando.

#Conselhosdeumvelhodiário
ps.: não conta pra ninguém.

11.11.15

Hoje eu senti saudade.
E não podia.
Bagunça de cabelo, barriga com barriga.

Não deveria e jamais me entregaria.
Não existe sintonia.
Mas há sexo no olhar.

É coisa de pele.
Enlouquee.
E faz gemer.
Você não entende.

Já dizia a canção: "Ai que saudade do cê".

12.7.15

2 Dias Sem Você - Parte II

Saudade:
 Sentimento melancólico causado pela ausência ou pelo desaparecimento de pessoas ou coisas a que se estava afetivamente ligado.

Vontade:
 1. forma plenamente consciente de atividade;
 2. capacidade de tomar uma decisão;
 3. desejo, intenção, determinação;
 4. empenho; coragem;
 5. zelo, dedicação;

Sentido figurado: pessoa


Aurélio traduziu por mim.
Dois dias sem você.

#Falta

Sempre quando você some é por um motivo que não sou eu. E isso me causa confusões mentais e dezenas de perguntas em meio a um milhão de pensamentos. Sem respostas. 
Engraçado é que são nesses sumiços que tantas coisas acontecem e, cadê você pra eu contar? Talvez chegue amanhã a noite numa mensagem, na segunda com bom dia ou acaso não venha. Como das outras vezes. Mas eu sei que vem. Porque a poeira de qualquer outra coisa já vai baixar, o final-de-semana-pós-feriado também vai estar ao fim e aí podemos ser de novo, sei lá, nós?

1:31am e me pego pensando duas coisas: 
1. Se nesse tempo todo você pensou em mim. (E podendo aqui trocar o pensou por lembrou, se quiser deixar mais leve. Ok? Ok.)
2. Se pensa em mim como eu penso em você. 

Enquanto eu penso em te mandar esse texto em tempo real, troco de canal a cada 3 minutos e nada me agrada. Quem sabe esse seu dom. Além de todos os outros. 
Enquanto eu penso em te mandar esse texto em tempo real, finalizo surpresas para daqui dois dias. 
E, enquanto eu penso em te mandar esse texto em tempo real, imagino que podemos não ter surpresas. 
Mas me derreto e vira surpresa da surpresa. 
Quem sabe. 

1:38 e isso é só pra dizer que tudo nesses dias foi maravilhoso. Só não foi perfeito por não ter você. 
Se cobre. 
Te gosto. 

9.7.15

#Surpresa

São 3:36 da manhã de um feriado e eu não durmo.
Não paro de pensar em você.
Seja dia ou noite. Tanto faz. Foco: você.
Sei dos medos. Sei de tudo. Você sabe.
Eu sempre acreditei que paixão é o que sustenta um amor, por isso me renovo a cada dia; me reinvento. Acordo apaixonada todos os dias pela mesma pessoa e lá está você. Sorrindo pra mim.
Tudo tão novo. A ponto de me surpreender.
Hoje marcou.
Assim como a primeira vez que me disse "eu te amo"espontaneamente.
Printei.
Tá guardado.
Da forma que seja.
Eu te amo não é bom dia e não se sai dizendo isso a quatro cantos.
É coisa séria.
De verdade.

Meu coração parou naquele instante em que eu poderia te surpreender com um bilhete ou num recado de vidro no sereno do carro. De qualquer forma você estaria lá e eu também, mas a vida nos prega tantas peças que eu não sei discernir se é destino ou qualquer coisa que queiram chamar. Só sei que foi. E meu coração foi a 170.
Sem ofegar. Suspirando - com aquela cara de idiota que você sabe que eu tenho.
E o que eu não espero chega: "eu te vi, te acompanhei" e o mundo mudou. 
Me diz se tudo que sinto é sozinho ou real. 
O não está aqui. Mas sabe que são 3 vezes mais forte e eu não costumo errar. 
A vontade de estar qualquer segundo junto de você  já é maior que qualquer outra.
É errado? Me diz! É sozinho?
Sinto. E quero acreditar que não.

Coloca fim ou vem pro começo.
Não sei mais por quanto tempo posso aguentar.
Posso ou devo dizer "podemos"?
Uma coisa te peço: fica pra sempre.
Quase um sussurro ao pé d'ouvido.
(So)brevivência. Vivência. Vida. Nova.
Você. Eu.
Só vê.
Vem.
3:55
Vou sonhar.

7.7.15

Hoje foi o primeiro dia em que cantei pra você dormir e tu nem sabe. Ou sabe. Não sei quantos poucos metros nos separam e eu poderia ligar o amplificador e deixar a voz mais rouca com o frio que faz lá fora. Você ia acabar dizendo que não seria necessário e que acabaria pegando um resfriado. Mas, se eu quisesse, tudo bem! E ah! Não era sua responsabilidade! Ok, eu não durmo, morei em Londres e amo frio. Já que a voz é rouca que seja por completo! Teimosa, vai retrucar.
E vê se não perde o tom, vai dar um toque meio que mandando, não é mesmo?
Você acha que os vizinhos ligariam?
Ou se juntariam a mim se soubessem que é por amor que eu canto?
Difícil.
Mas vizinhos servem para que mesmo?
Faz vinte e nove anos e eu cruzei com você umas duas vezes até 4 meses atrás.
No mundo de hoje as pessoas não se notam.
Não se tocam.
Se amam de longe pelo medo do novo.
O famoso trocar o certo pelo duvidoso, sabe?
Sabe.

Queria juntar todos os sotaques em uma música só.
Traduzir o "sexy"sem ser vulgar e invadir o seu cobertor. Já que "ser o seu cobertor" ficou muito clichê. E eu estou a fim de coisas que surpreendam.
Edredom?
Você riu, não disfarça que eu sei.
Sei das coisas.

Sei o bem que faz.
O vazio que fica.
O dia que muda.
O vento que sopra trazendo sua gargalhada aqui pro quintal.
É só, sei lá, fechar os olhos e tudo está aqui.
Pronto.
Só falta acordar e te ver do meu lado.
Sorrindo pra mim.

É um presente.
Sem manual e que eu não faço a mínima ideia de como desfazer o laço.
Talvez não se desfaça.
Sei que há tempo para todas as coisas.
E a nossa hora vai chegar.
Com vinho, trilha sonora, uma cama bem quentinha e um sorriso idiota no rosto.

Próxima etapa: aprender acordes em 7+ enquanto eu te devoro sem a ajuda do Djavan.
Quero te dar meu "everything" para que você seja o meu "forever" com sotaques britânicos.
Be mine.

Não tenta entender.
Só vem.
Não é perigoso a gente ser feliz se já existem alguns desastres na sua mão.
Te gosto.

21.6.15

2 Dias Sem Você - Parte I

Eu queria nesse momento estar na sua frente. Me entregando com o olhar. Arrumando um canto ou o centro da cama para me ajeitar com o violão. Cruzar as pernas tortas, pender pro lado e desengasgar.
Mas não posso.
Ou quem não pode é você?
Talvez não podemos. Ainda.

Sexta-feira, além da ressaca que estava por vir, um sono que só tenho às sete da manhã, tinha um pé esmagando meu peito. Sei que sabes bem como é. Mas também sabes lidar.
Eu não sei.
Nunca soube.

Te ver fazer "ficar tudo bem" pelo menos ali me fez rir.
Sorrir.
Segurei.
Um beijo no rosto quase molhado de suor pra me ajustar e dizer que "estava tudo bem".
Pelo menos ali.
Te encarei.
Logo veio o segundo, um "tchau"meio torto sem retrucar e o silêncio. 
Eu não queria que você fosse. Não assim.
Te vi sair. E eu no chão.
Na contramão.

Atravessei e tudo o que eu poderia sentir em um só momento eu traduzi em alguns acordes. Encaixei a cena no primeiro verso, berrei no pré refrão e explodi.

Eu sabia que você talvez nunca escutasse como eu gostaria. 
Mas decidi guardar. Foi o dia todo assim.
Repetindo notas e versos. Até diminuir. 
E não passar.

Dois dias sem você.

19.6.15

Tô triste. É um desabafo.
Eu não queria ter feito tudo aquilo. Não queria ter falado o que eu falei.
E não penso, eu tomo posso e (re)ajo. Errado. Eu sei. Não precisa nem me dizer.
Eu tô sentindo.
Desde ontem essa porra dessa dor no meu peito, esse choque que me dá por dentro só de pensar em tudo o que foi dito. E não bastando eu vou lá e releio. Vejo você se transformar e tomar postura para domar um leão e colocar dentro de uma redoma de vidro.
intocável.
(In)quebrável.
Frágil.

Me perdoa.

Acordei as 4 da manhã sem sono e olhando fixamente para um ponto.
O meu celular. E me perguntando porque.
Eu me perdi?
Você se perdeu?
O que aconteceu de errado?
Não estava certo até aqui?
Não era de cuidados que falávamos?
E, de repente, você vomita verdades que entram como faca e agora ficam aqui ecoando. 
Muda-se o tom de voz, muda-se a postura, os cuidados e as palavras.
Pesa.
E ainda assim eu peço pra você ficar.
Ainda que em silêncio.

A conversa de ontem não combina com os planos da conversa passada:
"Pela idealização que você pode ter criado" - criamos
"Invasão"
"Falta de respeito"
"Você não me deixa em paz" 

Tudo ao contrário do que sempre disse. Quem acordou com medo fui eu. Com tudo isso aí na mente. E ainda assim buscando me perdoar e tentando arrumar uma maneira de apagar ou saber lidar com isso. Virou sentimento. Eu disse. Não age como se nunca tivéssemos falado sobre isso. Como se nunca tivéssemos feito promessas de uma vida melhor.
Eu surtei porque queria te ver.
E vou surtar por não poder ter abraçar.
E despedaçar mais um pouquinho a cada indiferença.

Tá doendo.
E eu só queria ser forte e respirar fundo no seu sorriso.
Eu sei que depois que inventaram a desculpa ficou tudo mais fácil.
Por isso uso o perdão. Vai mais pro-fundo.

Não sei se desisto de mim ou de você.
Faz parar de sangrar?
Enxuga num abraço?
É tudo verdade o que está aqui. Eu não quero te assustar, eu não quero moer mais do que somos moídos.
Não tem graça sem você.
Não tem graça cantar e doer.
Graça tem quando você alcança as notas e sabe os acordes da música.
Quando se empolga e dança enquanto canta.
Isso era paz, lembra?

Me perdoa.
Atravessa a rua.
E volta a ser você?

4.6.15

Com certeza eu vou esperar você se arrumar e puxar a toalha até que esteja bom para nós dois.
Sentar, cruzar a perna e dizer com o sorriso completamente aberto "pronto!"- e eu com aquela cara de idiota medindo cada centímetro do seu passo certo.

- O que foi?
- Nada
- Fala - me passando a água porque é nítido a secura da minha boca.

Quem dera fosse nervoso. Tiraria de letra.
Todos os milhões de pensamentos que eu tenho a cada segundo sugaram até a minha saliva.
Imagina aqui dentro.

Sabia que eu fiz uma playlist que é pra você? Sério, nesse lance de agora poder carregar seu 'radinho' no celular, eu faço playlists, pen drives, cd's e já copiei muita fita K7.
Inusitado! K7 é velho, né?! Só um iPod que eu não consegui...

Mas, voltando ao digital, todas as músicas que eu desejo ouvir do seu lado eu coloco lá. Em algum vinho depois das 18h vai rolar. A vontade mesmo era ouvir num dia de domingo de chuva, segunda de sol, terça faxinando, quarta na Faculdade, quinta na volta pra casa, sexta no carro, sábado no bano antes de sair. Domingo na hora de acordar e fazer amor. E não ter que viver sonhando,  criando cenas incertas.

Realidade.
Eu disse outra vez que seu carro me contava uma história.
Já parou pra pensar que a rotina é um quebra cabeça?
Sem hífen, mas é. Repara.
Você faz as coisas todos os dias na mesma hora. Passa pelos mesmos lugares, quase vê as mesmas pessoas, quase para seu carro no mesmo lugar. Às vezes ele fica muito longe da guia, tá? Abandono de veículo chama isso, mas eu sei, "é por causa da correria". Todo dia, o dia corre. Pra você, literalmente. É uma rota. Rota gira em círculos. Se você der as coordenadas certeiras (como fez pra mim) a pessoa completa e sabe onde você está quase que o tempo todo. O seu carro me diz quem está e que horas eu posso falar com você. Tá confuso?
Calma!
Cada coisa no seu dia.

Quarta eu acordo mais feliz por poder dar bom dia.
Passo a tarde respirando mias leve por poder falar.
E tiro a noite de folga para esperar a quinta que é quase igual.
Entendeu?
Aquele carro branco, igual era o meu, me traz a certeza de onde você está.
Ainda que não te vejo, realidade outra vez.

Me fala quem é você.
Você 10 anos atrás.
Não quero começo de histórias. Quero a sua.
A sua por você. Numa festa. Seus amigos.
Onde eles foram parar?
Ou a pergunta é: aonde você se estacionou?
Relaxa, eu demorei pra entender aonde estava escrito PARE. 
Porque ler, muita gente sabe, mas compreender é diferente.

Te abraço.

E aí você vai dizer coisas que eu jamais imaginaria escutar. Vou admirar ainda mais a sua criação, a sua maturidade e evolução. Nessa hora te dou fórmulas de como me destruir. Sim, eu entrego as armas que atirarão em mim mesmo.
O seu caráter e a sua maturidade eu aplaudo em pé.
Mesmo sabendo que as pessoas são falhas, eu espero que você nunca me decepcione nesse sentido.

Dor. Não. Nem pra mim nem pra você.

O seu sorriso é o mesmo?
A sua risada?
O olhar eu sei que mudou, queria ter guardado aquelas fotografias. Analisar melhor.
Tudo bem, conta que eu acredito cegamente em você.
Confiança.
Segurança.
Paz.
Um pouquinho de ciúme pode e essa parte deixa comigo.
Você ri.
E eu te beijo.
Devagar, pra dar tempo de você se apaixonar.
Meia hora.

Será que é hora de listar as coincidências?
Lembra da listinha que você me mostrou?
Vamos fazer uma de coisas boas? E nossas.
É como escrevermos um livro juntos. Só que você me desenha na sua rotina e muda algumas peças de lugar. Troca o lado da cama, eu tenho lado certo. Pelo menos nisso. Mas podemos intercalar, tá? Tá!

Tô sonhando, né?!
Mas escritores geralmente fazem isso bem. E levam alguém com eles. Hoje é você. Mas não é só. É escrever o roteiro de uma história. Que pode ser publicada ou deixar no monte em cima do arquivo morto.
A escolha? Eu já sei duas coisas: a minha e que não depende dela.

Vontades.
Eu quero te ensinar tanta coisa, sabia?
Não porque todos os dias eu aprendo muito com você ou só de pensar em você eu já cresço um pouco mais. Mas porque é como um ímã. E aí as coincidências começam a chegar. Por isso eu quero completar o meu quebra cabeça e o seu passado precisa estar aqui só pra eu me sentir no real.
Tem piano, tem voz e tem violão.
Claro e obviamente a voz seria a primeira.
Fazer segundas, terças e quintas eu choraria só de ouvir nossas vozes casadas.
O violão viria depois.
Depois que você tivesse o seu no quarto.
Depois do tempo que você tivesse para tocar mais durante a semana.
Ok, esquece o violão.
Deixa que no fim de semana rola intensivo e aí já demos um passo.
Certo?

Incerto.
"Uma coisa de cada vez, primeiro eu preciso te descobrir, conhecer o seu corpo e depois a gente vai adaptando e chegando nos objetivos, tudo bem?"
Foi a primeira coisa que você me disse.
E eu uso "contra" ti.
"Uma coisa de cada vez". Mesmo eu não sendo assim, sendo sem jeito e querendo tudo pra ontem.
O tempo me esmaga. E você veio pra me ajudar a entender realmente o que eu já quase não entendia: "não somos donos do tempo". O tempo não é nosso.
Terei isso na perna.

Tatuagem
Só as borboletas pra representar a liberdade?
A sua?
Você é livre ou você voa?
Intenso. (Pro)fundo.
Curioso. Inteligente.
Interessante.
Esse caso de não ter caso nenhum.
Mas trilha sonora com certeza já tem.

Te gosto.

#TransformeAmorEmArte

O amor é único.
As paixões, imensas.
Mas o amor vem de uma única fonte.
Sem denominações, sem generalizar, só reconhecendo a sua singularidade.

Tudo em mim soa 3 vezes mais.
#Intensidade

Minha lição é aprender que não posso te oferecer minha metade, pois já sou inteiro.
Assim como você.
O amor completa.
Assim como se eu te pedir a sua metade para amar, tu não me mandarias.
O amor é totalidade. Ele preenche as lacunas dos denominados meios.

Mas é total.
#Soma

O amor é bom o tempo todo.
Talvez provoque algumas situações desconfortáveis, mas não o deixa de ser bom.
Só se mostra que há alguns dias frios também. 

E escurece.
#Some

Vem maturidade num jogo de olhares. 
O coração respira, diz que não há tempo, você (re)luta, mas o amor salva!

Te tira do coma.
#Cura

Você abre os olhos e se sente vivo outra vez.
Foi o amor - sussurro.
É o amor - eu berro!
#Vida

Portanto, tudo e incluo o tudo nesse todo, que envolva amor e for feito com o mesmo terá o meu respeito e sentir.
O amor pode estar em todo lugar.
Transforme o seu e transborde-se.
#Mergulhar

Há alguns, como nós, que não vivem.
Amam.
E nem por isso só(bre)vivem.

2.6.15

Te gosto

Sabe, eu sou tão profundo. Tão intenso que qualquer atenção vira amor.
Entendo você, suas dores, seus pensamentos e momentos. 
Me envolvi e não sei como sair daqui.
Não sei se saio, se fico, se te espero, se deixo na mão do destino. Sei lá, destino às vezes brinca com a gente e eu não gosto disso. Eu me dôo demais e tropeço em mim mesmo e me machuco sabendo o chão que eu piso. Eu sei que você não pode falar muitas coisas e esse silêncio me cutuca, abre ferida que eu não quero cultivar.

Mas "cada vez que eu fujo eu me aproximo mais e te perder de vista assim é ruim demais" e eu já não sei o que fazer. Se nem você sabe... O meu desejo era o seu sim por completo, pois meio eu já tenho e penso duas vezes antes de me aproximar de qualquer pessoa que não seja você. Difícil.
E de novo, o clichê: "Quem disse que seria fácil?" 
É...
Desculpa pelo bem ou mal que causei. Se doer mais do que aqui nem minha voz posso deixar você ouvir. Não quero brigas causadas, quero paz. Mas também quero amor, vontades e desejos correspondidos carnalmente. Você me equilibra e isso me faz bem. Difícil ser o lado oculto quando meu peito quer gritar. Mais difícil ainda saber que não pode guardar nada do que escrevo, só no coração, se couber.

Estou transbordando.
E cheguei no ponto do medo.
Não diz "vamos conversar".
Não vamos.
Foda.

Algumas coincidências me assustam.
Custa não pensar.
Meu silêncio fala mais quando encontra com os seus olhos.
Talvez só assim nos entenderemos.
Não quero passar a vida sem você, mas se pesar, eu vou embora.
Sem cobrar. Sem nada. Só vou.
Se for pra ficar, eu fico. Se for pra voltar, eu volto.
Mas cada ato é teu.
Cada música é pra você.
Cada pensamento, cada nota e melodia.
Você me fez sentir o que eu jamais ousei sentir novamente.
Desculpa ser assim. Estou aqui, mas não sei até quando posso aguentar.
Te gosto. Eu não gosto de ser o irrevelado, mas por você eu posso ser.
É como se eu soubesse onde isso acaba e não é só na cama.

Sei que lê uma, duas, três vezes até marcar no coração porque há tempos ninguém te diz o que eu digo. Ninguém te balança como eu balanço. Ninguém gira no teu compasso e faz as horas dobrarem para você ter o seu próprio tempo. Isso não é conquista, é desabafo. É amor transbordando.
É te dar o céu e carregar a lua fotografada por mim num pingente pendurado no teu peito. Único. Exclusivo. Seu!

Deixa escorrer essas lágrimas enquanto esse sorriso toma conta de você; e aí você não sabe se chora de dor ou de vontade. Te entendo. Novamente. O pior? Não ser o meu querer.
Se fosse, a cama com lençóis e edredom brancos estariam lisos à espera por esse seu corpo cansado pronto para um abraço que te esperou o dia (quem dirá a vida) inteiro.
O meu pedido? Vem!
Eu cuido do mal, do medo, do desapego, do quebrado.
Sou eu quem mais entende disso depois de Drummond ou Fernando Pessoa.
Confia. Se joga.

Um sim pro nós.

Lá Pras Vinte e Uma

São 21h23 e eu já olhei sete vezes para o relógio.
Ele não anda. 
Parece que quando mais se aproxima de um "oi" chegar o tempo para.
E depois que chega, ele voa.
Confesso que odeio a parte do "boa noite".
Odeio clichês também, mas parece que com você é mais gostoso de usar.

21h25 e esse documentário me faz querer escrever somente em inglês e nessa, eu lembro que sua mente deve estar acumulada de informações que não farei isso. Simplificarei para você.
21h40 me afundei na visão da cegueira que retrata Saramago.
Quase desacredito e começo a imaginar o barulho do portão se abrindo e a janta pronta no seu prato.
Deixei em cima do fogão, caso eu pegasse no sono, mas só caso mesmo, porque sono...
Continuei a imaginar o banho cansado e a cama quente que deixei te esperando.
Computador ligado e todo o resto das horas com você.

21h53 você chegou!
Meu coração vibrou.
O cérebro voltou.
E o documentário, ainda que não, acabou.
Agora, pra mim, só existe você.

24.5.15

Pra você

Para ler ouvindo XO na versão de John Mayer

São quase duas da tarde e você me deu a sua maior notícia. O que te fez sair do chão e quase alcançar o céu. Acredito que até o fim do dia você corra pra comemorar ou então ir um pouquinho mais longe. Mas hoje a corrida não tem peso, não tem fuga, a corrida é de felicidade, a corrida é um grito preso na garganta, é o choro que não vem porque o sorriso toma conta de toda face.

São todas as suas noites mal dormidas, todas as suas horas de intensa concentração registradas numa folha de papel, em formato que pouco interessa se for A4 ou meia folha. Está lá e é seu! Ninguém te tira. O mais engraçado? 
Nem você esperava isso.
Sonhos se realizam. 
Sei bem disso.

Enquanto você corre e o dia voa, eu tirei o meu pra ser mais especial.
Tomei banho, comprei flores e já que você odeia ir ao supermercado eu mesma fiz as compras necessárias. Queijos, saladas e um vinho de entrada. 
O prato principal? Você. 
E de sobremesa o teu sorriso. 
E eu nem vou me importar de você falar uma, duas, três, um milhão de vezes da sua realização. Eu vou ficar com essa cara de idiota encarando teu olhar e vendo todos os dentes se encaixando perfeitamente na sua gargalhada. 
Não precisa nem levantar. Eu acendo o cigarro e bato as cinzas pra você. 
O dia é seu e a noite é nossa.

Comprei três garrafas porque uma é sua! O mais caro! 
Pode tomar no bico, eu não ligo e você fica linda meio moleque.
E eu? Tomo no copo. Se faltar você mergulha sua boca na minha que assim eu me embriago de você. 
E não paro mais.

Tá achando que acabou?
Vai pro quarto. Tem um presente em cima da cama.
Não porque seja dia de ganhar presentes, mas a surpresa tem que ser completa e o dia é seu lembra? Então, até que durmamos ele não vai acabar.Você vibra, me da o abraço mais apertado do mundo e na horizontal formamos o “barriga com barriga” mais encaixado que você já sentiu. Parece que foram desenhadas uma pra outra. 
Quem sabe? Tem coisas que nem o coração explica.

Apago a luz e deixo a sua imaginação tomar conta de você.
E a minha criatividade de mim.
Até que seu último suspiro de felicidade seja nos meu braços.
Daí terei a certeza que dormiu em paz depois de anos.
Seu sorriso descansa e os meus olhos brilham.
Te fiz feliz.
Chorei de alegria.
Eu não quero ser especial, eu quero ser a pessoa que faz você não querer mais ninguém” 

Vai chegar a hora em que eu vou perder a cabeça, te buscar e chegar em qualquer lugar, segurar teu cabelo e te pedir em casamento. Porque é isso que eu quero. 
Esse lance contrário ao meu que me coloca no eixo e ainda assim me faz deslocar. 
Pra te ver.
Quero teu sorriso todos os dias.
Quando estiver pesado, carregar pra você, mesmo com toda essa sua força.
Dirigir quando seu cansaço gritar, contar um milhão de histórias, separar os detalhes e nem me importar se você dormir. 
Pois sua fadiga é minha. 
E eu posso voltar até onde conseguiu ouvir.
Ficar admirando seu olhar só para decorar cada pedacinho do seu rosto.
Invadir teu silêncio e ainda assim dizer todas as coisas num piscar de olhos.

Deixa que eu arrumo a bagunça que está o seu coração. 
Todo mundo já teve um coração aos pedaços um dia. 
Limpo a sala, tiro o pó, coloco todas as artérias no lugar. 
Eu troco a lâmpada, o óculos, o sofá de lugar se você vier.
Não são promessas. É só como eu sei viver.
Eu não sei quem você é, mas quero descobrir, não sei o que o mundo me guarda, 
mas quero me preparar segurando sua mão. Segurança é o nome disso.
Publico um poema.
Paro de tropeçar.
E juro que paro de cair aos finais de semana.
Você cuida de mim e eu fecho a ferida do seu coração.
Eu sou meio sem jeito com a vida, falo alto e tenho gostos musicais duvidosos, mas eu garanto que o seu samba eu sei dedilhar.
Só vem que eu te tiro a roupa e o fôlego.
Seu olhar é minha casa.

Se esvazia que eu te completo transbordando.